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segunda-feira, 16 de setembro de 2013 0 comentários

[Reblog] Fim de um ciclo, extensão de um aprendizado. (dia 45)

     Bom, o texto de hoje é mais um reblog. Diferente da maioria, esse não se relaciona diretamente com a Medicina e os vestibulares; como aquele, é um texto que atiça-nos a refletir.
     Gosto muito do modo que Raíssa escreve, percebo uma grande força e maturidade nas palavras. Não a conheço, apenas temos um objetivo em comum, mas quando leio o que escreve parece que uma aproximação entre nós existe. É diferente. Uma familiarização nos versos e pratico a empatia.
     Presenteio que acompanha o blog com essa gostosa leitura (transcrição total do texto em cor cinza). Aproveitem!

Fim de um ciclo, extensão de um aprendizado. (dia 45)
Quando iniciei esse novo ciclo de “45 dias de reabilitação”, expliquei neste post (clique no link para ser redirecionado ao post) o que me levava a fazer essa escolha. Expliquei também as coisas que eu pretendia melhorar, que pontos eu deveria trabalhar e como pretendia chegar ao meu objetivo.
terça-feira, 16 de julho de 2013 1 comentários

[Reblog] Meio médico, meio escravo


"Incapaz de convencer jovens médicos a trabalhar no SUS, o governo federal resolveu criar um novo profissional, o meio médico meio escravo. Esse profissional, inspirado nos mitológicos centauros e na famosa meia muçarela meia calabresa, virá em duas versões, nacional e importado. É a pizza que vai ser servida no SUS.

Durante anos dei aula para os calouros da Faculdade de Medicina da USP. Eram jovens que haviam escolhido uma profissão em que a derrota é certa. Ninguém consegue escapar da morte. Ingenuamente arrogantes e prepotentes, algo compreensível em quem sempre foi o melhor aluno, sobreviveu dois anos de cursinho, e se classificou entre os 300 melhores no vestibular mais competitivo, acreditavam que se tornando médicos curariam doenças letais, mitigariam o sofrimento, descobririam novos remédios e, lutando contra o único inimigo realmente invencível, ajudariam a humanidade. Durante os dois primeiros anos de curso, a maior dificuldade era mantê-los longe do hospital. Bastava surgir a oportunidade de participar em alguma atividade que envolvesse pacientes e a frequência nas minhas aulas de bioquímica minguava. Isso não era um problema, aqueles alunos aprendiam sozinhos.
terça-feira, 9 de julho de 2013 0 comentários

[Reblog] E aí “dotora”, por que você faz Medicina?



"Eis a exata pergunta que o professor Gil Tognini me fez na aula inusitada e inesperada que tivemos sobre ética médica… E que aula! Não pelo conteúdo informativo, dados estatísticos e volume de informação. Não foi esse tipo de aula “a La” Dr João Américo. Especial ela foi porque nos chamou a reflexão: “Por que eu faço Medicina?”. Engraçado que quando parei e ponderei não sabia o momento exato em que eu havia optado pela medicina como profissão. Sem dúvida lembrei-me de diversos momentos e fatores que me influenciaram, mas nada pontual. Na correria, sai de aula e entra em aula, cursinho e pressão familiar e no corre-corre, vai aqui e vai ali, onde é que ficaram as bases sobre as quais eu me pautei para tomar essa grande decisão: fazer Medicina. Pergunto: Você as tem claras na consciência? … E aí vem a Microbiologia, a Semiologia, vem as clinicas, vêm as festas, vêm os plantões e vem o corre-corre e a pressão familiar novamente e a pressão da residência e onde estão as bases? E vem o preceptor equivocado, vem cansaço, vem desânimo, vem sentimento de impotência, vem o sono, vem a pré-prova, e vem prova e vem prova… E as bases onde estão? Claras na consciência?… Dr. Gil olhando para mim dizendo com sorriso de meios-lábios: Ei você “doutora”, por quê você faz Medicina?

sexta-feira, 24 de maio de 2013 3 comentários

[Reblog] Medicina não é moda



"Admiro a paixão brasileira pela medicina.

Admiro mais ainda a dedicação de alguns alunos para conseguir ingressar na carreira.

_O que você vai fazer?

_Medicina.

_Boa sorte.

Salvar vidas. Profissão bonita? Linda.

Mas para salvar vidas é preciso muitas vezes mergulhar na lama.

Estar no meio do povão doente.

Lidar com pessoas contaminadas.

Estudar corpos de indigentes.

Ouvir Choros. Escutar gritos. Caminhar em paz entre a loucura e a doença.

Ver muitas chegadas. Presenciar despedidas.

É preciso ter coração forte.

Mas, é preciso ter uma competência que vai além das provinhas de vestibular que o candidato se matou para fechar.

sábado, 6 de abril de 2013 0 comentários

[Reblog] Felicidade Facebook

fonte
Deixando de lado as desculpas por estar atarefada demais na minha rotina e sem muito tempo para minhas vadiagens preferidas em Blogs, venho hoje republicar o texto de um autor que conheci nesses dias - num trecho de uma questão de Português. As palavras de Joaquim Ferreira dos Santos me fizeram lembrar o tema da redação do Enem passado, sobre o limite entre o público e o privado. Que sirva de reflexão. O destaque dos negritos foram livremente marcados por mim.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013 1 comentários

"APONTA PRA FÉ E REMA"

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"Já dizia a música do Los Hermanos e o texto de uma aluna da minha professora de gramática, apontar pra fé e remar, entre outras coisas que ela gostaria de ter ouvido, quando levou seu primeiro NÃO na luta pela vaga em alguma escola médica.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013 0 comentários

Vende-se um sonho

Cançado é o sobrenome do médico envolvido no esquema de venda de vagas de medicina.
imagem via Facebook
      Acredito que vocês leram e/ou ouviram notícias sobre uma quadrilha, liderada por um médico, que fraudava vestibulares de Medicina em vários cantos do país. Quase impossível não ficar indignado(a) após ter essa verdade cuspida na nossa cara, um sentimento de ódio percorre pelas células nervosas e queremos a qualquer custo que os responsáveis por tamanha corrupção, além (e principalmente) os que foram beneficiados pelo ato, sejam punidos severamente. A 'Operação Calouro' (nome dado pela Policia Federal), após um ano e meio de investigações, desencadeou a prisão dos criminosos que se concentravam, em sua maioria, na região Sudeste.
     Em uma de minhas andanças por blogs escritos por estudantes e vestibulandos encontrei o "Medicina no cursinho" e um texto da Nanna (vestibulanda e blogueira), sobre essas compras e vendas de vagas na universidades, me chamou a atenção.
     Acompanhe, então, nas linhas abaixo o post da paulistana acerca do assunto:

Vende-se um sonho
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013 1 comentários

A Faculdade

Faculdade Medicina da USP
          "Olá, eu sou a faculdade.
     Todos dizem que sou a melhor coisa que já aconteceu em sua vida. Diferentemente do vestibular, não sou vista com desespero ou preocupação. Sou vista com alegria, sou chamada de vitória, sou fotografada em cada segundo por calouros atônitos com o universo de novidades que os esperava por trás de minhas portas e sou guardada como lembrança debaixo de sete chaves.
Sou amada por tantas pessoas que me amar é clichê e não fazê-lo é visto como crise existencial.
      Mas, estou aqui criando evidências contra meu próprio caso. Eu sou a faculdade. Chegar em mim é difícil, e eu reconheço tal dificuldade: Eu mesma a criei para atender a meus ímpetos darwinianos e garantir que apenas os melhores, os mais fortes, os mais perseverantes chegarão em mim. A vida ao meu lado não é fácil e é essencial para minha sobrevivência garantir que servirei de casa para aqueles prontos para me suportar plenamente.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013 1 comentários

O Vestibular

"Olá, eu sou o Vestibular. Se é sangue brasileiro que corre em suas veias, você já ouviu falar de mim. Não carrego armas ou munição, não porto vírus incuráveis mortíferos e não sou capaz de destruir um ser humano. Mas, as pessoas têm medo de mim, por motivos que eu nego compreender. Mas, a realidade é que todos compreendem. Eu, o Vestibular, sou capaz de muito mais do que pareço. Não sou um inocente papel, minhas verdades não estão confinadas a planos puramente acadêmicos. Não, eu não sou assunto para ser resolvido entre alunos, professores e reitores. Eu envolvo deputados, governadores, ministros e presidentes. Não sou para os fracos. Sou para os fortes de mente e de alma. E para os fortes de corpo, capazes de aguentar a maratona de estudos à qual obrigo-os a perdurar. Não sou para aqueles que não acreditam na majestade de seus sonhos. Eu sou implacável. Eu alimento a confiança de alguns e destruo as esperanças de outros.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013 5 comentários

Conselhos de Esculápio: "Queres ser médico, meu filho?"

    "Queres ser médico, meu filho?
     Essa aspiração é digna de uma alma generosa, de um espírito ávido pela ciência. Desejas que os homens te considerem um Deus que alivia seus males e lhes afugenta o medo. Mas, pensaste no que se transformará a tua vida? Terás que renunciar à vida privada: enquanto a maioria dos cidadãos pode, terminado o trabalho, distanciar-se dos inoportunos, a tua porta estará sempre aberta a todos.
     A qualquer hora do dia e da noite virão perturbar o teu descanso, o teu lazer, a tua meditação; já não terás hora para dedicar à família, aos amigos, ao estudo... Já não te pertencerás. Os pobres, acostumados a sofrer, chamar-te-ão só em caso de urgência. Mas os ricos tratar-te-ão como escravo encarregado de remediar os seus excessos; seja porque têm uma simples indigestão, seja porque estão resfriados; farão com que te despertes e venhas a toda a pressa, logo que sintam alguma moléstia.
     Terás que te mostrar interessado pelos detalhes mais comuns da sua existência; terás que lhes dizer se devem comer carne de boi ou peito de galinha, se lhes convém andar deste ou daquele modo.
     Não poderás ir ao teatro nem ficar doente: terás que estar sempre pronto a acudir, quando chamado.Eras rígido na escolha de teus amigos. Procuravas o convívio de homens de talento, de almas delicadas e de bons conversadores. Agora não poderás descartar os chatos, os pouco inteligentes, os presunçosos, os desprezíveis. O mal feitor terá tanto direito à tua assistência como o homem honrado: prolongarás vidas nefastas e o sigilo da tua profissão proibir-te-á impedir ou denunciar ações indignas das quais serás testemunha.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013 0 comentários

Ouse e seja forte!

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     Mais um ano começa e com ele reaparece a lista (quase quilométrica) de planos e objetivos a se realizar. Difícil é não criar expectativas para toda e qualquer novidade que chega às nossas mãos. Contrariando todos os conselhos e alertas sobre esperanças frustadas fundamentadas na promessa que o novo nos proporciona. Não adianta. Como aquela criança que se vê  em um ambiente desconhecido e, com bravura, se lança ao desconhecido na tentativa de descobrir o novo, assim corajosamente encontro-me. Relutamos e ainda sim confiamos nas possibilidades otimista que "o novo" oferece.
     Diferente de 2012, ano no qual comportei-me como aquela folha que é conduzida pelo vento, cujo percurso é uma incógnita a ela, reconheço que confiei meu futuro ao acaso. Estou sendo sincera e não exagero nas palavras. Nesse ano que terminou, estreei com o discurso que eu seria uma pessoa melhor em todos os sentidos e não é segredo que falhei e não cumpri o prometido.
     Para 2013 não faço promessas. Espero viver um dia por vez, derrotando um leão por dia.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012 11 comentários

#Histórias que Inspiram - Amanda Moura

     Inicio hoje uma nova seção no blog. "Histórias que Inspiram" marcará postagens sobre pessoas com lições de vida que motivam e inspiram. Amanda Moura estará estreando a tag com sua história de persistência, força de vontade, garra que resultou na sua aprovação na Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco. Tenho certeza que a breve descrição de nove anos perseverando em busca de um sonho irá te surpreender. Fique à vontade agora para acompanhar o relato feito por ela mesmo, um exemplo de que o sol nasceu pra todos e a determinação de cada um estabelece na conclusão a vitória ou derrota.



"NOVE ANOS DE PERSISTÊNCIA! FINALMENTE, CONSEGUIII!!

Gente, fui aluna de uma escola pública muito ruim da qual sai ao menos sem saber resolver uma simples adição de fração e olha que eu era a melhor do colégio! Não sabia o que era o vestibular e não tinha ninguém que me orientasse, afinal meus pais não terminaram o ensino fundamental e também não sabiam o que era esse tal de vestibular.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012 2 comentários

Saldo de 2012

          Final do ano aproximando-se e é hora de fazer uma retrospectiva de 2012. Pessoas começam a rever os acontecimentos ocorridos durante o ano que se finda e traçar planos e metas para o ano que iniciará. Com os vestibulandos não ocorre o contrário.
     Nós comemoramos as aprovações, sonhamos com a vida universitária, imaginamos como serão nossos professores e colegas de classe, sofremos com o tal "excesso de futuro". A ansiedade toma conta do nosso coração e os olhos brilham só de imaginar o dia que seremos aprovados e veremos nosso nome no "listão".
     Porém quando chega dia 31 de dezembro e não somos aprovados em nenhum vestibular  nos quais fizemos nossa inscrição - fica a sensação de que o ano foi em vão, os conhecimentos adquiridos não tiveram nenhuma finalidade - nós ficamos frustrados.
     Confesso que esse ano não dei o melhor de mim, não "enfiei a cara" nos livros, não fiquei estudando durante as madrugadas, não me dediquei no aprendizado daquela matéria chata na qual tenho tanta dificuldade, procrastinei assiduamente meus estudos como se o tempo parasse pra mim e  o resultado do meu futuro não dependesse do meu plantio de hoje.
     Parece que todas as promessas feitas, metas propostas e objetivos traçados no último dia de 2011 só permaneceram vivas na minha memória até o primeiro semestre de 2012. Olhando o que fiz durante esse ano, percebi que se minha vida parece estacionária a culpa é unicamente minha e não pertence a mais ninguém. Não posso derramar essa responsabilidade pelo meu insucesso nos vestibulares em ombros de outros.
 
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